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Mulher morre dias após encostar em bicho cabeludo

Mulher tinha 60 anos e deixou família desolada. Foto: Rede Peperi Montagem/Banda B

Uma agricultora de 60 anos morreu seis dias após encostar em uma taturana, popularmente conhecida como ‘bicho cabeludo’, na propriedade rural da família na região da Linha Seca, em Dionísio Cerqueira, divisa entre Paraná e Santa Catarina. Tereza Griebler não resistiu aos sintomas e faleceu na madrugada desta segunda-feira (8), no hospital regional de São Miguel do Oeste. As informações são da Banda B.

De acordo com relatos da família, a mulher teria encostado na lagarta na terça-feira passada (02), enquanto fazia o manejo do gado. Ela percebeu a queimadura na hora, mas, como o ferimento era pequeno, não deu importância. Logo no dia seguinte, Tereza passou a apresentar vários sintomas, como febre e vômitos, e foi levada ao hospital do município.

Na unidade, ela recebeu o diagnóstico de surto de gastroenterites que havia na região. Inicialmente, a medicação não teve efeito, foi alterado e, então, Tereza foi liberada para casa. Mas, horas depois começou apresentar fortes dores de cabeça e novamente precisou procurar o posto de saúde do distrito de São Pedro Tobias.

Novamente no hospital, médicos optaram em realizar exames e descobriram que a trabalhadora apresentava veneno no sangue. A equipe fez vários questionamentos e, então, a agricultora lembrou que tinha encostado na lagarta há dias.

Tereza foi transferida imediatamente para o hospital regional de São Miguel do Oeste para o tratamento. Ela já estava com os rins comprometidos, precisou de hemodiálise e de transfusão sanguínea, mas não reagiu e acabou morrendo na unidade.

Espinhos em forma de pinheirinho são venenosos Foto: Divulgação / CIT/UFSC
A espécie Lonomia oblíqua, que tem seis centímetros e linhas verdes, branca e marrom, além de espinhos verdes em forma de pinheirinho, libera um veneno ao ser tocada, provocando queimaduras na pele e que podem provocar hemorragia.O primeiro sintoma é ardência e dor. Ela provoca uma mancha no local e pode evoluir para náuseas, vômito e dor generalizada.

A recomendação é que quem tenha contato com o animal procure imediatamente um hospital ou Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Ainda é preciso levar o animal vivo para que possa ser analisado e permitir a produção do antídoto. Ao capturar o animal, é recomendado que ele seja colocado em uma caixa de papelão com a ajuda de uma pinça, graveto ou pá. A caixa ainda deve estar bem fechada e não deve ser dado qualquer alimento à lagarta.

A taturana é comum no Sul e o Oeste é a região com mais incidência em Santa Catarina. Ele é encontrado principalmente no tronco das árvores, quando desce das folhas para se alimentar, mas não ataca a população. Por isso a recomendação é de utilizar equipamentos de proteção, calças e camisas com mangas compridas quando for limpar o jardim. Outra dica é pintar o tronco das árvores de branco para visualizar mais fácil. O período de maior risco vai de novembro a maio.

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