Acontecendo

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Região está na mira do Zika vírus e Chikungunya


O mosquito Aedes aegypti trouxe preocupação para os Campos Gerais e dessa vez não foi só com a epidemia de Dengue que se alastra pelo país. O temido Zika vírus e a Febre Chikungunya estão deixando dois municípios da região em alerta.

De acordo com o último boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), a cidade de Jaguariaíva apareceu com uma notificação em relação ao Zika. Já Telêmaco Borba teve um caso notificado de Zika e outros dois de Chikungunya. Em ambos os municípios os registros foram importados, ou seja, vieram de outro município ou Estado, e a confirmação ainda depende do resultado de exames específicos.

A preocupação é tamanha, visto que, comparativamente, o município de Paranaguá, que apresenta o maior surto das doenças relacionadas ao Aedes aegypti no Paraná, aparece com quatro notificações de Chikungunya no mesmo levantamento.

Os sinais de infecção pelo Zika são parecidos com os sintomas da Dengue e começam de três a 12 dias após a picada do mosquito. As pessoas devem ficar atentas ao registro de febre entre 37,8 e 38,5 graus; dor nas articulações – frequentemente nas mãos e pés, com possível inchaço; dor muscular; dor de cabeça e atrás dos olhos, além de erupções cutâneas, acompanhadas de coceira.

A contaminação pela Chikungunya provoca febre acima de 39 graus, de início repentino, e dores intensas nas articulações de pés e mãos – dedos, tornozelos e pulsos. Pode ocorrer, também, dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. Cerca de 30% dos casos não chegam a desenvolver sintomas.

Em Ponta Grossa nenhum caso de Zika e Chikungunya foi registrado até o momento. Apesar disso, segundo a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde, a cidade teve 29 notificações em relação a Dengue nesse início de ano. Desse número, um caso foi confirmado e dois descartados. Em todo o ano passado o município contabilizou 73 notificações, com seis confirmações. Em 2014 o número de notificações foi bem inferior, chegando a 23 e tendo duas confirmações. Tanto em 2016, como nos anos anteriores, os casos registrados foram importados.

Ainda de acordo com a assessoria, a espera pelos resultados de exames da Dengue está sendo de um mês. A justificativa é a sobrecarga de solicitações junto ao Laboratório Central do Estado (Lacen) que fica em Curitiba e é o único a realizar esses tipos de análises. A Secretaria de Saúde também explica que medidas já foram tomadas para tentar minimizar os impactos dessa demora. A saída encontrada foi iniciar a medicação das pessoas com casos suspeitos logo após a triagem realizada nas unidades de Saúde do município confirmar um possível contagio.

Em dados gerais, o Paraná apresenta 3.444 casos confirmados de Dengue. Comparado ao boletim da última semana da Sesa, houve um aumento de 28% no número de registros. Apesar desse crescimento, ficou mantido em 11 os municípios em epidemia. A cidade de Foz do Iguaçu apresentou o maior aumento no número de casos autóctones, ou seja, contraídos dentro do próprio município.


Sábado será de mobilização
O Governo do Paraná, em parceria com as prefeituras e a sociedade civil organizada, promove no próximo sábado uma grande mobilização para convocar a população a fazer a sua parte no combate ao Aedes aegypti, transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya. A ideia é que os cidadãos vistoriem seus espaços e eliminem todo recipiente que possa acumular água e se tornar um criadouro do mosquito. A ação deverá ser feita simultaneamente, às 10 horas da manhã, em todas as residências e estabelecimentos comerciais do Estado. Na última segunda-feira, uma reunião promovida pela 3ª Regional de Saúde em Ponta Grossa discutiu como será a atividade dentro dos 12 municípios da região.


Grupo de risco deve se manter atento aos primeiros sintomas
Toda a população está susceptível a contrair a dengue, mas há pessoas que estão mais vulneráveis a desenvolver a forma grave da doença. Este grupo de risco é composto principalmente por idosos, gestantes, dependentes químicos e pessoas com algum tipo de doença crônica pré-existente, como hipertensão arterial, diabetes mellitus, anemia falciforme e doença renal crônica, entre outras. Neste ano, das cinco mortes causadas pela Dengue no Paraná, três estavam ligadas a este grupo de risco. Especialistas afirmam que o vírus se manifesta de forma diferente, fazendo com que o quadro clínico do indivíduo se agrave mais rapidamente.


Microcefalia
Com base no último relatório da Sesa, o Paraná também descartou um caso suspeito de microcefalia relacionado ao zika vírus. A análise foi conduzida pelo Grupo Técnico de Microcefalia.

*Reportagem com informações do Portal aRede
*Créditos da Imagem:

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