Acontecendo

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Encontro comemora 25 anos do ECA com debate sobre políticas públicas para jovens

Jovens de vários pontos do país estiveram presentes na abertura do Encontro Pela Absoluta Prioridade da Criança e do Adolescente, evento que discute, até o dia 10, políticas públicas para o segmento, como parte das comemorações dos 25 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e com o objetivo de levantar as necessidades e demandas da população, além de permitir a manifestação dos atores sociais e agregarcontribuições para a 10ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, marcada para abril de 2016.

O encontro é organizado pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) juntamente com a Secretaria Especial de Direitos Humanos. Além dos painéis de discussão, haverá exibição de filmes, saraus e atividades culturais. Emmanuel Moreira, 14 anos, um dos jovens integrantes do G-38, grupo de 38 adolescentes que representam os estados brasileiros e os movimentos sociais, protestou contra violência que os jovens negros sofrem: “A maioria dos jovens assassinados é negra. Negro não tem que morrer todo dia. Criança e adolescente é o futuro de amanhã. E qual é o futuro que nós vamos ter com a maioria morta ou na cadeia?”.

Além dos conselheiros nacionais do Conanda e dos jovens do G-38, participam do evento representantes de grupos e coletivos de meninos de rua, de mulheres negras, de diversidade religiosa, de ciganos, de movimentos LGBT's e outros. Mas o vice-presidente do Conanda, Fábio Paes, disse que “chegou o momento de trazer para esta roda os povos indígenas, os povos da floresta, os ribeirinhos, os povos da fronteira, os meninos em medida socioeducativa. É o momento de termos uma agenda estratégica. Queremos ampliar o debate para construir uma política nacional para a criança e o adolescente deste país”.

“Ter esses espaços [de escuta dos jovens] é um processo evolutivo na política da criança e do adolescente, para a gente permitir que os adolescentes e crianças falem e digam o que eles querem”, afirmou Rodrigo Torres, presidente do Conanda.

Rogério Sottili, secretário da Secretaria Especial de Direitos Humanos, falou sobre o histórico de violações de direitos humanos no Brasil, como a matança de indígenas, os séculos de escravidão e, mais recentemente, a ditadura militar: “Ainda hoje, carregamos toda essa marca da violência no dia a dia, dentro de casa, nas ruas, nas escolas. Nosso país tem uma cultura de violência e, para reverter essa cultura, precisaremos de muita luta e de muitas conquistas”.


*Reportagem da Agência Brasil

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